sábado, 8 de março de 2025

O Legado de Akira Toriyama e os Rumos de Dragon Ball Após um Ano de Sua Partida

 


O dia 8 de março marca um ano desde o anúncio do falecimento de Akira Toriyama, um dos maiores nomes da indústria dos mangás e animes. Criador de Dragon Ball, Toriyama moldou gerações com sua narrativa vibrante, personagens icônicos e uma mitologia que se tornou referência na cultura pop. Seu impacto vai além das páginas e telas, influenciando incontáveis obras e servindo como a base de um legado que persiste mesmo após sua partida. No entanto, olhando para os rumos atuais da franquia, em especial Dragon Ball Daima, fica difícil não sentir uma certa frustração com o que tem sido feito em nome dessa obra-prima.

A Grandeza do Legado de Akira Toriyama

Desde Dragon Ball (1984) até Dragon Ball Z e os desdobramentos subsequentes, Toriyama construiu um universo onde cada saga elevava a história, apresentando novos desafios e personagens carismáticos. O equilíbrio entre ação, humor e desenvolvimento de personagens era uma das grandes marcas da série. Dragon Ball Z, em particular, refinou essa fórmula ao adicionar um tom mais dramático e aprofundar o conceito das transformações Saiyajins, enquanto mantinha a essência de aventura e superação que tornava a história tão cativante.

Mesmo com o polêmico Dragon Ball GT, que não contou com o envolvimento direto de Toriyama, ainda havia um esforço para manter a coesão do universo e apresentar um encerramento digno à jornada de Goku. Já com Dragon Ball Super, a série encontrou altos e baixos, mas ao menos trouxe algumas ideias novas e expandiu a mitologia do universo criado por Toriyama, ainda que com algumas decisões questionáveis em termos de poder e narrativa.

A Frustração com Dragon Ball Daima

Quando Dragon Ball Daima foi anunciado, a expectativa era enorme. A promessa de um novo projeto que voltaria às raízes da franquia, com um estilo de animação que lembrava a fase clássica e um envolvimento inicial de Toriyama, parecia ser exatamente o que os fãs precisavam. O início do anime realmente trouxe essa sensação nostálgica, um retorno àquele espírito de aventura e descoberta que tornou Dragon Ball especial.

Porém, com o passar dos episódios, a série parece ter perdido sua direção. Ao invés de expandir a mitologia e aprofundar seus personagens, Daima apostou em reviravoltas superficiais e em soluções convenientes para os conflitos, resultando em uma narrativa sem peso e sem o brilho característico das obras de Toriyama. O principal exemplo disso é a transformação no estilo Super Saiyajin 4, que surge sem o devido desenvolvimento e sem a coerência que transformações anteriores sempre tiveram.

A teoria levantada por Peter, do canal Ei Nerd, faz cada vez mais sentido: Toriyama pode ter iniciado o projeto, mas, com sua partida, a obra ficou inacabada. O que foi entregue ao público parece um esforço apressado para preencher as lacunas deixadas por sua ausência, sem a devida preocupação com o roteiro e a construção de mundo. O final de Daima exemplifica esse problema, deixando mais perguntas do que respostas e falhando em entregar uma conclusão satisfatória.

O Futuro de Dragon Ball e a Esperança para a Franquia

Apesar das críticas a Daima, é preciso lembrar que Dragon Ball sempre encontrou maneiras de se reinventar. O próprio Dragon Ball Super teve momentos de excelência, como o Torneio do Poder e a introdução de personagens memoráveis como Bills e Whis. Se os responsáveis pela franquia conseguirem voltar às raízes e respeitar o legado de Toriyama, ainda há esperança de que futuras produções consigam capturar a essência do que tornou Dragon Ball uma das maiores séries de todos os tempos.

O caminho para isso pode estar em reconhecer que Dragon Ball Z é a base de tudo. O equilíbrio entre aventura, crescimento dos personagens e lutas memoráveis deve ser a prioridade. Criar novas transformações e reviravoltas sem uma justificativa narrativa sólida apenas enfraquece a mitologia da série. O segredo do sucesso de Dragon Ball sempre esteve na maneira como Toriyama conseguia tornar cada novo desafio relevante, não apenas adicionando camadas de poder sem propósito.

Se o futuro da franquia respeitar essa filosofia, há motivos para acreditar que Dragon Ball ainda pode continuar a brilhar. Que a memória de Akira Toriyama seja sempre honrada não apenas pelo legado que ele deixou, mas também pela maneira como sua obra será tratada daqui para frente.

quarta-feira, 5 de março de 2025

Shokugeki no Souma: Uma Jornada de Rivalidades e Alianças na Culinária



Se existe um anime que soube equilibrar rivalidade intensa com reviravoltas naturais em alianças, esse é Shokugeki no Souma. A obra, baseada no mangá de Yuto Tsukuda e ilustrado por Shun Saeki, conquistou uma legião de fãs com sua abordagem peculiar da culinária e seu formato de competição. Mas o que torna esse anime realmente especial não são apenas as batalhas gastronômicas ou as receitas elaboradas, e sim a dinâmica entre seus personagens. A forma como antigos inimigos se tornam aliados em momentos-chave da história é um diferencial que foge do padrão dos animes shounen tradicionais.

Rivalidade e Crescimento: A Evolução das Relações

Desde o início, Shokugeki no Souma apresenta a tradicional estrutura de protagonista desafiando o status quo. Souma Yukihira, um jovem chef determinado, entra para a prestigiada Academia Totsuki, onde precisa provar seu valor contra estudantes incrivelmente talentosos. Seus primeiros desafios envolvem personagens como Erina Nakiri, Takumi Aldini e Akira Hayama, todos inicialmente posicionados como adversários. No entanto, ao contrário de outros shounens, onde rivais permanecem distantes ou são eliminados, Shokugeki no Souma desenvolve um ciclo orgânico de rivalidade e cooperação.

Takumi, por exemplo, inicia a série como um chef arrogante e convencido de sua superioridade sobre Souma. No entanto, conforme a história avança, ele reconhece a habilidade de seu oponente e, de forma gradual, torna-se um dos aliados mais leais do protagonista. Da mesma forma, Hayama, que aparece como um gênio da cozinha de especiarias e vence Souma no Torneio de Outono, eventualmente se junta a ele quando sua própria posição na academia é ameaçada.

Essa dinâmica de transição entre antagonismo e colaboração torna a narrativa fluida e imprevisível. Os personagens não são definidos apenas pelo papel de vilões ou heróis, mas por suas trajetórias individuais e circunstâncias, o que os torna mais realistas e interessantes.

O Clímax na Melhor Temporada: O Quarto Arco e a Chegada de Azami Nakiri

Se os primeiros arcos serviram para estabelecer a base da história e o desenvolvimento dos personagens, é no quarto arco que Shokugeki no Souma atinge seu auge narrativo. A chegada de Azami Nakiri, pai de Erina, muda completamente a dinâmica da academia. Seu ideal de "cozinha perfeita" e sua tentativa de reformular o sistema de ensino criam um antagonismo muito mais complexo do que qualquer outro enfrentado por Souma até então.

O impacto de Azami não se resume apenas à mudança de estrutura da academia, mas também à evolução da própria Erina. Desde o início, a personagem é apresentada como uma chef prodígio, mas também prisioneira das expectativas impostas por sua família. A tirania de seu pai revela sua vulnerabilidade e serve como estopim para sua transformação.

A relação entre Erina e Souma também atinge um ponto crucial. Antes apenas rivais distantes, a adversidade compartilhada os aproxima de maneira natural. Ao longo desse arco, Erina passa de uma antagonista arrogante para uma aliada fundamental na luta contra o regime de seu pai, e sua amizade com Souma e os demais se fortalece.

Outro destaque é a forma como antigos adversários de Souma, como os membros do Conselho da Elite dos Dez, acabam se juntando à resistência. Em vez de uma oposição binária entre heróis e vilões, vemos uma convergência de interesses e motivações pessoais que os leva a lutar contra um inimigo comum. Esse tipo de abordagem é rara em shounens, onde as alianças normalmente seguem padrões previsíveis e os vilões são descartados ou derrotados sem muita redenção.

Conclusão: Um Shounen que Sabe Evoluir

Shokugeki no Souma pode ser lembrado por suas batalhas culinárias, mas é na forma como trata seus personagens que ele se destaca. A capacidade da série de transformar inimigos em aliados de maneira natural e coerente dá profundidade à narrativa e reforça a ideia de que o crescimento pessoal muitas vezes surge dos desafios que enfrentamos.

O quarto arco, em especial, eleva a história a outro nível, trazendo um antagonista que não apenas desafia os protagonistas tecnicamente, mas também emocionalmente, afetando diretamente a evolução de Erina e seu relacionamento com Souma e os outros personagens.

No fim, Shokugeki no Souma nos ensina que um verdadeiro chef não se define apenas por suas habilidades, mas por sua capacidade de aprender, se adaptar e formar laços, mesmo com aqueles que um dia foram seus adversários. Esse é um dos ingredientes que tornam esse anime tão memorável.

sexta-feira, 8 de março de 2024

DESPEDIDA AO MESTRE AKIRA TORIYAMA



Akira Toriyama foi um mangaká que fez sua marca no mundo com a obra Dragon Ball, ele estabeleceu um marco nas obras shounen e infelizmente nos deixou com apenas 68 anos, podendo ainda contribuir muito para o desenvolvimento dessa obra. Mas não podemos esquecer do que ele já conseguiu promover.


Dragon ball é uma obra que conecta as pessoas, por mais variadas camadas e bolhas sociais que venham existir, alguém conseguiria fazer uma correlação direta do mundo maromba com o otaku? dificilmente duas pessoas que pertençam a essas bolhas tão distintas poderiam formar um laço de comunicação inicial, mas ai vem Dragon Ball, obra que todo otaku deve pelo menos prestar respeito, pois sabe o marco referencial que se tornou na indústria, ou ao maromba que cresceu assistindo e muitas vezes se inspirando nos treinos e superação dos personagens.


Tal comparação é possível ser aplicada em outros exemplos, e isso se dar pois Dragon Ball rompeu várias bolhas, sua obra foi marcante para várias gerações, e até hoje legiões de fãs ainda acompanham cada desfecho das novas histórias, unindo cada vez mais e mais pessoas, até mesmo os integrantes desse pequeno blog se conheceram na faculdade, sendo o ponto de convergência Dragon Ball.


Entretanto, muitos fãs o criticavam o Akira por querer trazer um ar mais cômico a obra do Dragon Ball Z, em diante, mas dá a entender que ele gostaria de resgatar a inocência e comédia da séria clássica do Dragon Ball com o Goku pequeno, não vejo o problema em relação a isso, pois o Gear 5 do Luffy da obra One Piece, acho que é um ótimo exemplo de como uma obra shounen não precisa se limitar ao protagonista liberar toda a sua fúria e ódio contra um vilão mais forte da vez, a essência do shounen é a superação, e não a fúria, então por mais que alguns critiquem essa decisão, acho essa tentativa válida.


A última obra que o Akira veio a supervisionar é o chamado Dragon Ball DAIMA, que tem previsão de ser lançado no final de 2024, a história apresenta o Goku voltando a ser criança e se aventurando para resolver os mistérios que os envolveram, mais uma tentativa de retornar a essência do Dragon Ball clássico, diminuindo a escala de poder, o que Z elevou as alturas, com lutas mais pé no chão adotando mais a questão das artes marciais, sendo assim, esse que vos escreve dará uma chance a essa despedida do grande Mestre Akira.


Meu muito obrigado por essa incrível obra, que marcou e marcará diversas pessoas, e desejo de descanso em paz ao mais nobre guerreiro Z.

segunda-feira, 28 de agosto de 2023

KNN 6 – BELLE: A VALOROSA VIRTUDE CHAMADA EMPATIA


 

Hi, reader lizard.

A história que eu vos conto hoje é sobre a minha experiência com o filme “Belle”, da Toho, lançado em 2021. Para começar, já digo que o filme é bom, teve uma recepção muito boa do público em geral, e foi indicado em diversos festivais como melhor filme de animação. Mas de todo modo, assista ao filme e tire suas próprias conclusões.

O filme foi escrito por Mamoru Hosoda. Para quem não conhece, ele trabalhou no filme “A garota que conquistou o tempo (2006)”, um filme que gosto muito; e dirigiu “Digimon: o filme” (1999); trabalho onde explorou no enredo a tecnologia e o mundo virtual.

A história nos mostra exatamente a interação de pessoas no mundo virtual, passando pelos julgamentos, ataques pessoais, a exploração de eventos traumáticos para fins de engajamento e publicidade, e as pessoas escondidas por traz de perfis na internet. No fim das contas, não deixa de ser uma crítica muito válida no mundo atual.

A produção tem uma animação bem fluida, cenas em CGI agradáveis; um espetáculo visual; cenários muito realistas; ótimas canções com melodias e performances incríveis. Aliás, quem gosta de música e J-POP especificamente, vai se agradar bastante.


O filme nos conta a história de Suzu, uma garota geralmente triste, que vive com a dor de ter perdido a mãe quando era bem garotinha. Sua mãe, a deixou para tentar salvar outra criança, e no ato de heroísmo, embora tenha salvado a criança, acaba perdendo a vida.

Mas a Suzu nunca compreendeu aquele ato da mãe, e se sentiu completamente abandonada por ela, que deu a vida por outra criança. Isso se reflete bem no dia a dia da Suzu, onde ela se fecha para qualquer relação familiar com seu pai, por exemplo, que tenta muito aproximar-se da filha.

A Suzu tinha amor pela música, e adorava cantar, um dom estimulado, certamente, por sua falecida mãe na infância. Mas no decorrer do tempo, ela se reprimiu muito, e acabou deixando de cantar em público.

A vida de Suzu muda quando ela descobre o “U”, uma rede social muito popular no mundo, que é como um Instagram, twiter e qualquer jogo de vídeo game num futuro próximo, com diversas formas de interação. O app de celular “U” faz uma leitura pessoal, baseando as emoções do indivíduo para criar um avatar personalizado para o usuário.

Daí pra frente nós somos jogados juntos com a Suzu para um mundo virtual com milhões de avatares das mais diversificadas formas, num mundo totalmente virtual com muitas cores e energia.


Nasce com as emoções da Suzu, Belle, nome dado por ela própria. Sua aparência e movimentações no canto lembram muito Elza de Frozen, da Disney – talvez não por acaso, o animador e desenhista Jin Kim da Disney assina na produção. E sim, há música. Mas não, não é um musical.

Acontece que naquela forma virtual, como Belle, Suzu não tinha medo de cantar. Escondida por traz de um personagem ela simplesmente soltava a voz e emocionava milhões de pessoas, e em pouco tempo, ela se torna um fenômeno mundial. Todos queriam ouvi-la e vê-la cantar, todos queriam falar sobre, todos queriam assistir a eventos online, todos queriam de algum modo, ter um pouco daquele sucesso.

A fama, todavia, nunca foi desejo de Suzu, que só queria cantar abertamente novamente. Ela só queria fazer o que gosta, fazer o que a aproximava da mãe, de certo modo.

Uma vez, durante um espetáculo, o show foi interrompido por um monstro horrendo, que teve resposta agressiva dos guardas da plataforma, cujo têm o poder de “revelar” os usuários, isso é: expor os dados dos usuários por trás de seus personagens. Num mundo onde oque mais se busca é o anonimato por traz da rede social para perpetrar condutas danosas, imorais ou esconder suas vidas reais, isso seria devastador.  

O monstro, apesar de tudo, consegue neutralizar todos os guardas, o que chama a atenção de todo o mundo, e desperta o interesse do público, que agora anseia por saber quem é a pessoa por traz daquele avatar. Até mesmo Belle deseja saber quem é, e saber o que lhe causa tamanha estranheza, que parece, mais do que tudo, uma dor profunda. Talvez a dor do monstro tenha chamado atenção de Suzu, porque a sua dor também era forte.


Belle sai por aí – no U – em busca da besta, e é desencorajada por AI, isso mesmo – existem inteligências artificiais que ajudam o monstro a se ocultar na rede. Na verdade, é até bem conflitante, já que as AI deveriam estar a serviço do core e suas diretrizes.

Cheguei a pensar várias vezes que, a mãe da Suzu estava ali como algum avatar, a guiando para o amadurecimento emocional, de algum modo. Mas a história não vai por aí.

Na verdade, nas tentativas de entender o monstro é que fica explícito que se tratava ali de A Bela e a fera, eis o por quê de, apesar de hostil, a fera nunca ousou ferir a Belle. As suas dores eram imensas, e tudo o que ele precisava era de compreensão, empatia, e não repulsa, ataques ou julgamentos.


Começa então, uma corrida contra o tempo para encontrar o usuário por traz daquele perfil, aquele ser humano angustiado e ferido em sua alma, de tal modo que se transformara numa fera na rede social.

Suzu então, abandona o medo pelo julgamento alheio e se expõe no “U” para milhões de pessoas, e mais, ela canta para um público que jamais pensou que conseguiria, numa tentativa de encontrar o usuário por trás da fera.  

O desfecho revela se tratar de um caso de relação abusiva familiar. Eles não tinham como se livrar sozinhos daquelas correntes, cujo não se vê, mas se sente o peso.

Suzu luta no mundo real para salvar os dois da violência contínua, e descobre que aquela dor imensa poderia ser diminuída (se não exaurida) se alguém, não o julgasse, mas o ajudasse. 


Por fim, ela compreende a atitude da sua falecida mãe, a perdoando completamente; perde o medo e consegue se impor e a cantar em público; volta a ter uma boa relação com seu próprio pai– sua família – e vive bem consigo mesma.

Belle não é uma história sobre amor romântico, mas sobre empatia e amor, pelo próximo. Ela não fez nada disso por interesse pessoal, mas foi muito bem recompensada, porque quando ajudamos os outros, nós também nos ajudamos no caminho.  



Sem dúvidas, Belle é um bom filme.

Eu não contei detalhadamente os eventos do filme, muito embora não deixe de conter spoilers. Mas o que eu realmente quero é expor a experiência pessoal, claro com algumas informações relevantes, mas já deixo claro que, opinião nenhuma é absoluta, e eu espero honestamente que ao final desta publicação, você saia daqui com vontade de assistir ao filme.

Belle está disponível (com dublagem em português) na Netflix na data desta publicação.

 

Queridos Lagartos, cultivem a empatia, e não importa o que digam, você sempre pode ser alguém melhor do que ontem. Se possível, recomece, busque sempre ser sua melhor versão de si mesmo.

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Kalango Alpha!


 




 



quarta-feira, 26 de julho de 2023

KNN 5 – MEU AMIGO, SENHOR ROBÔ: LÁGRIMAS POR UM CONSELHO.

GOHAN E O SR. ROBÔ

Hi, reader lizard.

A história de hoje é uma das muitas aventuras do pequeno Gohan, enquanto todos se preparavam para a chegada dos Sayajins à Terra.

Para nos situarmos no tempo, naquela época, o Gohan estava “perdido” nas planícies, e tentava desesperadamente voltar para os cuidados da sua mãe. Apenas Piccolo sabia onde ele estava, já que o vigiava à surdina.

O pequeno Gohan acorda numa manhã e logo percebe que sua cauda havia sumido misteriosamente, e que ele estava com uma nova roupa, aparentemente igual ao quimono de seu pai, mas com uma diferença, a insígnia contida ali era a do clã Dragão “”(Ma)- significa “Demônio”, por isso a Chi-Chi não gostava da proximidade com Piccolo, e eu não tiro a razão dela - além de uma pequena espada.

Piccolo havia cortado a cauda do Gohan na noite anterior, após o pequeno se transformar em Oozaru (Macaco Gigante), e se mostrar um problema. 


Após ir lavar o rosto num lago perto, Gohan é perseguido por um tigre e um crocodilo, e ao subir numa elevação ele é raptado por uma ave gigante, que no céu briga com um pterodáctilo – aventura melhor não existe – e cai num funil de areia no deserto.

Ao chegar em solo, Gohan nota nas paredes diversos hieróglifos desconhecidos, logo percebe que estava onde um dia foi uma civilização antiga, que conhecera nos livros de história. Logo em seguida, ele se depara com um grande robô adormecido, que acaba sendo reiniciado por Gohan e mostrando que ainda havia energia para funcionar, ainda que limitadamente.

O robô se tratava de um antigo protótipo C6 Série Tipo S, de cápsula, muito antigo, que ficou preso nas escavações das ruínas do templo do povo Mimúria, há 80 anos, que o Gohan também conhecia dos estudos – pense num menino sabido.

Ele indica que a saída ficava logo atrás dele, numa pequena passagem, e após Gohan o desligar e subir pela suposta saída, ele observa que ali dava num precipício, que ele não poderia saltar tão alto até o solo além da fissura


Ao regressar ao subsolo, Gohan religa o robô que que se mostra insensível à situação do pequeno, que além de não poder sair, tem fome e muito medo das criaturas do deserto, como serpentes e escorpiões.

Após uma noite no local inóspito, o robô já o alertava que as vibrações emitidas por seu funcionamento e o choro do menino Gohan poderiam fazer tudo desabar sobre eles, e por alguma razão, o robô queria manter alguma energia, mas eu honestamente acredito que ele só queria por um fim ao sofrimento que sentia após tanto tempo preso sozinho.

Após insistência, o robô vê o desespero do pequeno e o ajuda a achar alimento – cogumelos – e a assá-los, já que o robô também tinha essa funcionalidade. O alimento não estava muito saboroso, mas com esse gesto, Gohan decide desenterrar o novo amigo, apesar de seu alerta para que cessasse seu desenterramento.

Com as vibrações ocasionadas pela espada ao solo, tudo começa a tremer, e inevitavelmente começa a ruir de uma vez por todas. O robô, ciente do fim iminente, insiste que Gohan fuja e deixe ele para trás, que por sua vez, atende após reconhecer que nada mais poderia fazer. Mas quando chega novamente à beira do precipício, ele lembra que não havia desligado o robô, e que este era o seu único desejo.

Voltando para dentro novamente, Gohan é surpreendido por uma serpente, mas é salvo por um dos braços do robô. O problema é que este braço segurava uma pilastra de concreto, que acaba caindo atrás deles, obstruindo a única passagem de saída dali. 

Gohan então, estaria condenado à morte e talvez, jamais enfrentaria os Sayajins se não fosse um último ato de heroísmo do antigo robô, que com esforço e um leve reparo, sai do local onde estava enterrado e gastando suas últimas energias, desobstrui o pequeno caminho e lança o Gohan com muita força para fora da caverna, que com o impulso chega ao solo distante.

Fora dali, Gohan observa angustiado tudo desmoronar, e o que um dia foi um vestígio de uma antiga cidade, se resume a ruínas irreconhecíveis.

No solo, entre os destroços, Gohan observa os restos espalhados do antigo robô, que ainda emite alguns sons. Gohan tenta a todo custo reanima-lo, enquanto sente culpa pelo ocorrido. 


Numa despedida emocionante, o robô aconselha que Gohan não dependa de ninguém, e sua última palavra foi “silêncio” antes de silenciar-se para sempre.

Talvez o motivo do conselho se dê pelo fato de que o robô, preso ali por 80 anos, sempre esperou por resgate, o que nunca aconteceu. Sem possibilidade de sair dali sozinho, ele havia (de alguma forma) sido desligado para que não aguardasse com consciência uma ajuda que nunca viria.

Apesar de ele ter ajudado Gohan, tal como nunca foi ajudado, percebendo que se tratava de uma pequena e ingênua criança, seu conselho tem por fim encorajar o coração do garoto e alerta-lo para que nunca dependa da ajuda dos outros – conselho muito válido para todos nós, inclusive.

O episódio fecha com Gohan caminhando encorajado pelo deserto, enquanto lágrimas caem de seus olhos, refletindo com o brilho do sol enquanto se perdem no caminho.

Emocionado, triste, mas desta vez, os berros deram lugar à determinação.  



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Você acompanha essa história no episódio 9 de Dragon Ball Z, intitulado “Perdão, Senhor Robô! Lágrimas que desaparecem no deserto”, e é mais um filler de encher os olhos, mas desta vez, com alguma moral. 

Dragon Ball Z está disponível na Crunchyroll na data desta publicação.

Mas eai, lembra dessa história? Eu particularmente gosto muito.

 

 

 

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Kalango Alpha!


sexta-feira, 2 de junho de 2023

KNN 4 – O FANTÁSTICO JASPION: O INÍCIO DA JORNADA DO TARZAN GALÁCTICO

O fantástico Jaspion (título no Brasil)

 

Hi, reader lizard.

 

Há muito tempo num planeta distante (planeta Edin) Jaspion recebia de seu mestre Edin, o dever de lutar contra os monstros e derrotar o terrível Satan Goss, protegendo a paz no universo.

Com vossa licença, Jaspion acaba de invadir o centro das atenções, afinal, já faz tempo que o herói se concretizou como um herói de grande relevância para o público brasileiro, desde a época da extinta rede Manchete.

Nesta publicação vou lhes contar o PRIMEIRO EPISÓDIO do seriado, como conheci esta obra e como Jaspion foi minha porta de entrada para Tokusatsu mesmo depois de muito tempo de sua exibição original no Brasil.

Vamos do início!?

Jaspion (Hikaru Kurosaki)

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Tudo começou quando em uma navegação pela rede mundial de computadores – entenda a referência – eu estava fazendo um dos meus hobbies prediletos até hoje: procurar músicas, novos estilos e artistas musicais na internet, ou mais precisamente, no antigo site de músicas japonesas “Club AniMania”.

Algum tempo pesquisando encontrei a aba dos antigos tokusatsu, que nem mesmo sabia o que significava em meados de 2013. Num primeiro momento encontrei uma música de melodia envolvente e heroica intitulada em português de “Para sempre Changeman”, que era uma canção de um antigo LP dos Changeman lançado no Brasil num passado distante. 

Foi daí pra frente, amigo. Numa dessas músicas animadas e recheadas de espírito de heroísmo, força e união, em algum momento eu falei – vou ouvir esse tal de Jaspion.

A música, importantíssima para mim desde que me entendo por gente, foi a minha porta de entrada para Jaspion, que consequentemente foi a porta de entrada para outras séries do gênero. Eu já era fã das canções do seriado antes mesmo de assistir ao primeiro episódio.

A série tem uma boa trilha sonora que dá o tom da série, composta pelo saudoso e excelentíssimo Senhor Chuumei Watanabe, que assinou também em diversos outras séries tokusatsu e animes antigos - está na lista de meus compositores preferidos - . No Jaspion, eu não poderia deixar de citar as minhas (BGM´s) prediletas, as faixas “Roaming” e “Kotohen Wo Kanjiru”, que trazem consigo uma mesma melodia com instrumentos diferentes.

As canções especiais (cantadas) da série também são incríveis, e entre todas elas a que mais tenho apreço é justamente aquela que escutei primeiro, intitulada em japonês (romanji) “Ginga no Taarzan”, que significa basicamente “Tarzan da Galáxia”, e é por isso que o Jaspion inicia a série com uma cabeleira enorme e saltitando entre as pedras. A ideia inicial era parecer mesmo um Tarzan pós- moderno. A canção é cantada pelo ilustríssimo Akira Kushida, um grande nome do “Tokusong”. Eu poderia passar horas só falando das músicas de Tokusatsu, mas vou deixar isso pra outro KNN.

A trilha sonora especial de Jaspion pode ser acessada oficialmente no canal Tokusato no Youtube, no link: https://youtube.com/playlist?list=PL60SfTrykhMwze1YLYGDe13QeX4zrBeFP


Como havia dito, só depois de familiarizado com as músicas foi que de fato, eu fui assistir à série, e de imediato, achei que os efeitos especiais não eram pra mim, já que assisti ao menos 25 anos depois de lançado originalmente, que ocorreu lá em 1985 no Japão. Mas logo eu superei isso e hoje não me desagrada em nada. Para mim, tudo o que é proposto pode ser compreendido facilmente, afinal, há algo mais abstrato do que ler um livro comum, onde por mais detalhada que seja uma cena, os eventos são criados subjetivamente por cada leitor!?

Edin e o jovem Jaspion

A história começa com Edin lendo a bíblia galáctica – sim, tem isso – e lá consta uma profecia antiga de que o terrível Satan Goss retornará e tornará o universo o seu reino – o inferno, acredito -. Mas infelizmente, o artefato sagrado está incompleto, não constando a parte mais importante de todas, “como derrotar o demônio”. Afinal, se ali já constasse, a séria terminaria já no primeiro episódio.

O jovem Jaspion chegou naquele planeta ainda bebê quando a nave em que viajava com sua família ali caiu, ele então foi criado pelo ancião Edin, e recebeu a missão de garantir a paz.

Inicialmente, Jaspion desacredita de Edin quando ele lhe fala da profecia, no entanto, o discurso do velho é pior do que aviso de mãe, e assim que ele termina, Satan Goss renasce (de algum lugar), naquele mesmo planeta.

Jaspion é enviado para a Terra com muito equipamento e sua assistente androide Anri, criada por Edin, “navegando” pelo espaço no seu super encouraçado planetário de batalha Daeleon, quando no caminho, pousam no planeta Virgia, com inicialmente um objetivo não muito claro.

Em dado momento, enquanto Jaspion e Anri andam pelo planeta como se não tivessem nada melhor pra fazer, são perseguidos por cavaleiros arqueiros alienígenas – essa descrição é minha – que os perseguem hostilmente.

A perseguição quase resta frutífera, mas na hora H, Jaspion dá de cara com uma criaturinha (irritante) esquisita, que mais tarde é nomeada Miya, e é basicamente uma mistura entre um Gremlin e um Teletubie.

Miya, Jaspion e Anri

Os cavaleiros da peste são desencorajados quando surgem os monstros Hameda e Marigoss que travam uma batalha feroz, e Jaspion e Anri fogem dali deixando o novo amiguinho para trás.

No horizonte, surge um oásis tecnológico no meio do deserto, uma cidade. Por lá, Jaspion visita um cabaret frequentado pelas mais diversas personalidades do planeta, e toma um drink local, quando num certo momento, Miya é apresentada amordaçada e vendada como atração, mas no momento que se iniciaria o show, Jaspion inicia uma briga de bar para salvar a criatura – coisas de herói.

Daí pra frente é confronto e show pirotécnico, tem carro voador, tem monstro gigante, e tem Satan Goss os transformando em criaturas descontroladas. Reitero que, a série segue um tom leve – Jaspion é bem piadista – e perfeito para descansar a mente após um dia cansativo no trabalho, por exemplo. Não deixe que os monstros te assustem, afinal, Jaspion está lá.

A nave do Jaspion se transforma no gigante guerreiro Daeleon, o robô gigante do heroi (ou megazorde, para os fãs de power ranger), e a luta toma outra proporção. Com força bruta e ataques especiais, o Daeleon – controlado pelo Jaspion - derrota todos os monstros gigantes e se mostra dali em diante, como o instrumento mais poderoso na batalha pela paz no universo.

O gigante guerreiro Daeleon

A série do Investigador especial de criaturas gigantes foi produzida pela Toei Company, gigante do entretenimento até os dias atuais, e tem como astro o ex-ator Hikaru Kurosaki, que talvez, se não fosse a vinda do ex- futebolista Keisuke Honda ao Botafogo nos últimos anos, seria o japonês mais conhecido em território brasileiro. 

Atualmente o seriado é licenciado no Brasil pela Sato Company, que também já reservou os direitos de produção de um filme do herói com produção nacional. Além disso, há um mangá nacional licenciado pela JBC retratando acontecimentos inéditos e originais num período “pós-série”.

Assisti toda a série domingo à domingo na exibição da Band em 2020(sete anos após conhecer as músicas), simultaneamente com “Jiraya, o incrível ninja” e “O esquadrão relâmpago Changeman”, que inclusive, também têm músicas ótimas, e confesso que é um sadio entretenimento.

Jaspion está disponível legendado no canal oficial da Sato Company (Tokusato) no Youtube, eu recomendo que assista e deleite-se.

Para assistir oficialmente basta clicar no Link: https://youtu.be/Nzow8-V7jS0


Espero que esse recorte do primeiro episódio te deixe curioso para ir assistir à série. 

Pela liberdade, pela igualdade, JASPION!!!

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Kalango Alpha!

sexta-feira, 5 de maio de 2023

KNN3 – MAXIMUM THE HORMONE: UMA NOVA VIDA PARA FREEZA!

BANDA "MAXIMUM THE HORMONE"

Hi, reader lizard.

 

O tema de hoje é sobre algo que eu gosto muito – música. Por isso, tenho uma curiosidade incrível para os adeptos do J-Rock e uma relação (talvez improvável) entre uma banda de Punk Metal japonesa e o renascimento de um dos vilões mais “frios” e queridos de Dragon Ball, Freeza: o imperador do universo.

Que o Freeza é um dos personagens mais queridos de Dragon Ball não é novidade. Desde os tempos do mangá e da exibição original do anime que sua imagem é utilizada aos montes como material promocional – até fizeram um “novo Freeza” (Cooler) para retornar à franquia, mas isso fica pra outro dia. Prosseguindo, foram capas de revistas, CD´s, mangás e uma importante relevância nos games.

Atualmente, Freeza voltou a ser um personagem importante, desde sua escolha para o torneio do poder – onde ele foi até o final. A escolha do público ainda tem peso e é isso que o mantém na série até hoje. Mas na verdade, após o final do seu arco em Dragon Ball Z, o Freeza já tinha dado tudo ao que se propunha na trama. O Trunks do futuro tratou de findá-lo de uma vez por todas no que seria a primeira saga pós Freeza (Saga Cell).

De lá para cá, nós vemos Freeza apenas no inferno assistindo a incrível batalha entre Goku Super Sayajin 3 e Kid Buu num telão; além de sua participação no filme 12 (O renascimento da fusão: Goku e Vegeta), onde todos os maus retornam ao mundo dos vivos e sua aparição semelhante em Dragon Ball GT.

Momentos que me deixaram feliz.

Mas independente de qualquer cronologia que se possa considerar, comercialmente o Freeza ressurgiu das cinzas (do inferno) em 2015 e de lá para cá, continua na ativa no mangá de Dragon Ball Super, evoluindo cada vez mais.

Mas além dos fãs, o que fez o vilão retornar, de uma vez por todas!?

Bem, ao que parece, o Freeza precisava de hormônios ao máximo para renascer – você vai entender.

Maximum the Hormone é uma banda já conhecida no universo otaku pelas canções “What´s up, people?!” e “Zetsubou Billy”, respectivamente segundo tema de abertura e encerramento do anime Death note.

A banda tem um som enérgico que varia entre um som agressivo com berros de guitarra e voz e uma suave (e eventual) frase musical melódica na maioria das canções, além de muita, muita repetição nos refrãos. Mas tudo com uma ótima performance – apesar da caixa latente de bateria, que não gosto muito. A intenção é parecer de certa forma, loucura mesmo, não tem como se desprender disso.

Em julho de 2008 a banda lançou um EP intitulado “Tsume Tsume Tsume” – que dava título ao Single. O EP em questão continha 3 faixas e a que nos interessa é a segunda faixa, que se chama “ F ” e saiu no álbum mais tarde (2013) intitulado “Yoshu Fukushu”. Essa canção (F) é uma homenagem ao personagem Freeza de Dragon Ball Z, e caso o título não seja sugestivo o suficiente, o refrão grita seu nome (Freeza) repetidas vezes.

EP "TSUME TSUME TSUME" (2008, Sky Records).
      

Segundo entrevista com o próprio Akira Toriyama concedida à V-JUMP em 2015, o filme "Dragon Ball Z: Renascimento de F" foi inspirado pela música  " F " da banda.

Tá! Mas o que diz a letra da música? (Abaixo segue a primeira parte da canção traduzida)

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[ F ]

Poada Poada Poada (Gritos)

Ele veio para o planeta Namek para buscar a imortalidade,

Declarando guerra e banhando o povo em sangue.

Ocupação, dominação. Nuvens negras sufocam a terra.

“Você vai morrer”

Incapaz de resistir, as pessoas correm e se escondem,

Mesmo aqueles que se curvam a ele são queimados a cinzas.

Genocídio. Opressão armada.

 

O ditador ri quando pisa neles.

Raditz e Nappa REDUZIDOS!

Cui foi morto instantaneamente.

O Dodoria feroz e violento.

Zarbon com os CABELOS COMPRIDOS!

 

Seus braços cor de rosa, rosa, rosa.

E a sua mente, ela é doentia, doentia, doentia!

Ele tem um veículo flutuante,

E seu nível de poder é de 530.000!

 

Uma HISTÓRIA sem solução

Aleatoriamente caçando mundos.

JUSTIÇA, sete esferas.

DÊ-ME O ROMANCE! (??? - também não entendi!)

 

Feitos em pedaços.

Atrair os patéticos insetos para fora.

RASTREADORES falham e quebram!

 

E agora! Eu vou mostrar a minha verdadeira forma!

A transformação divina!

É tarde demais para arrependimentos agora mesmo!

Chacoalha Chacoalha! O chão começa a tremer!

Pulsar Pulsar! As velhas feridas começam a doer!

Chacoalha Chacoalha! O ar começa a ondular!

 

Esse sentimento tremendo é o LADO NEGRO!

FREEZA, FREEZA, FREEZA, FREEZA

Uma onda! Um grande buraco! Uma galáxia!

Incompetência! Uma armadilha! Um parasita!

FREEZA, FREEZA, FREEZA, FREEZA

Nós somos os únicos que choram de medo!

(...A LETRA CONTINUA!)

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Bem, se a letra em si parece brutal, escute a música e tire suas conclusões. É realmente um ótimo tributo ao Freeza, que no seu arco consegue dar arrepios. Aquela sensação em Namekusei de todos procurando as esferas e torcendo pra não esbarrar com o imperador do mal é uma coisa realmente nostálgica.

Em contrapartida o filme deixa claro sua influência que leva no título a letra F (apenas) e não o nome do vilão, tal como faz a música, que inclusive, foi tema do Freeza no filme.

Ao que parece o personagem ainda tem muita lenha a queimar, mas continuaremos na torcida para que os guerreiros Z o derrotem mais uma vez (e espero que de uma vez por todas).

Eis a incrível relação entre a música e esse vilão querido por muitos(odiado por alguns) e temido por todos. A música " F " de Maximum The Hormone está disponível no Spotify - você pode conferir clicando no link abaixo e e vejam "(...)que lindos fogos artificiais” (by Freeza, ao destruir o planeta Vegeta).

 Música " F " no Spotify

FREEZA - FREEZA - FREEZA - FREEZAAA ♪


Sempre torci contra.

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☺ Ei, #KAnota aí que no próximo post tem mais uma história interessante sobre alguma coisa legal.

Kalango Alpha!

---comente aí (DHENNER) e ajude a divulgar.

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